Por que pedimos seis meses — e o que acontece em cada um deles
É a pergunta que mais aparece antes de fechar contrato, e ela é legítima: por que seis meses?
A resposta curta é que menos que isso não gera dado suficiente para saber se a estratégia funciona. A resposta longa é este artigo — porque quem pergunta merece ver o cronograma, não ouvir "é o nosso padrão".
Antes de tudo, um esclarecimento que evita mal-entendido: o prazo vale para serviços contínuos (social media, tráfego pago, secretariado). Projetos de escopo fechado — branding, site institucional, landing page — têm prazo próprio e não seguem essa regra.
O problema de avaliar cedo demais
O erro mais comum de quem investe em marketing digital não é escolher o canal errado. É decidir com base em amostra pequena.
Três meses de campanha parecem tempo suficiente. Não são. Nesse intervalo, boa parte do orçamento ainda está sendo consumido pela fase em que o algoritmo aprende quem responde ao seu anúncio, os criativos ainda não passaram por rodada de teste e o site ainda não acumulou tráfego suficiente para mostrar onde as pessoas desistem.
O resultado é uma conclusão apressada: "não funcionou". Quando, na maioria dos casos, o que aconteceu foi outra coisa — não deu tempo de funcionar.
O que acontece em cada etapa
O cronograma abaixo é o desenho típico. Ele varia conforme o ponto de partida — quem já tem site, conta de anúncio ativa e histórico de dados anda mais rápido que quem começa do zero.
Mês 1 — Diagnóstico e implementação
Nenhuma execução começa antes do diagnóstico. Auditoria da presença digital atual, mapeamento de público e personas, definição de tom de voz e pilares, análise de concorrência, e a combinação do que vai ser medido.
É também o mês da parte chata e indispensável: rastreamento configurado, conversões definidas, acesso às contas organizado. Sem isso, todo mês seguinte produz número que não dá para auditar.
Mês 2 — Primeira rodada no ar
As campanhas entram, o calendário editorial começa a rodar, os primeiros criativos são publicados. É a fase em que se descobre a distância entre o que se supunha sobre o público e o que ele de fato faz.
Aqui os números ainda são instáveis por natureza. Quem tira conclusão neste ponto está lendo ruído.
Mês 3 — Primeiro ajuste com base em dado
Volume suficiente para o primeiro corte real: quais segmentações trazem contato com perfil, quais palavras-chave gastam sem retornar, quais formatos de conteúdo sustentam atenção.
É neste mês que o trabalho deixa de ser hipótese e passa a ser ajuste. E é exatamente aqui que muito contrato de três meses termina — no momento em que ele começaria a valer a pena.
Mês 4 — Consolidação
O que funcionou ganha orçamento. O que não funcionou sai. A comunicação já está calibrada para o público que realmente responde, e o custo por contato tende a se estabilizar em um patamar que dá para planejar.
Mês 5 — Refino
Testes mais finos: variações de oferta, novos públicos semelhantes aos que já converteram, ajuste das páginas que recebem o tráfego. É a fase em que ganho de eficiência vem de detalhe, não de mudança de rota.
Mês 6 — Leitura de ciclo completo
Seis meses dão o que três não dão: uma série histórica. Dá para separar sazonalidade de tendência, comparar períodos, e responder com honestidade se a estratégia se sustenta ou precisa mudar de direção.
É aqui que a conversa sobre continuar ou não acontece com informação de verdade dos dois lados.
Depois disso, mensal
Terminado o período inicial, a renovação passa a ser mensal. Não há fidelidade estendida, não há multa escondida, não há cláusula que prenda quem não quer ficar.
Isso é proposital. Se ao fim de seis meses o cliente não vê motivo para continuar, o problema não se resolve com contrato — se resolve com resultado. Preferimos ser cobrados pelo segundo.
O que isso exige de nós
Um prazo mínimo só é justo quando vem com contrapartida. As nossas são três:
- O que será medido fica combinado antes de começar, não depois — para você acompanhar o progresso sem depender da nossa interpretação.
- Relatório objetivo, com análise e próximo passo. Não é exportação de painel.
- Transparência sobre o que não está funcionando. Se um canal não está performando, você fica sabendo por nós antes de perceber sozinho.
Marketing é construção. Seis meses é o mínimo para construir alguma coisa que fique de pé.
Se você está avaliando fornecedores agora e quer entender o que faria sentido no seu caso, comece pelo diagnóstico.